Nós, analistas de processos focados em realizar a melhoria dos processos das organizações, devemos estar sempre atentos a tudo aquilo que vai contra a realização prática da mudança. Pois a mudança é necessária para que os resultados das melhorias comecem a aparecer.
Devemos entender que, como temos um papel de facilitador/líder da mudança, nós temos que buscar, primeiramente, viver e pregar a cultura da mudança para conseguirmos alcançar os objetivos definidos para a melhoria dos processos.
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Se você, às vezes, tem aqueles pensamentos como: “Lá vou eu reunir novamente com aquela área e eles vão mudar tudo!” ou “Não aguento mais! Toda vez que eu tenho uma reunião com aquele diretor ele muda alguma coisa!”,  está na hora de rever um pouco os seus conceitos. Pense comigo: Como irá alcançar o objetivo de redesenhar e implementar as mudanças de um processo que envolve várias pessoas, sendo que você ainda não está aberto para as pequenas mudanças que envolvem você? Se você mesmo ainda não conseguiu aceitar a postura da mudança para si mesmo, não conseguirá disseminar verdadeiramente uma melhoria de processos na área em que você está atuando.

Devemos entender que fazem parte do processo de melhoria: o redesenho, as novas colocações e apontamentos sobre um processo, as mudanças de foco e de visão enquanto estamos modelando e as várias ideias que irão surgir ao longo do redesenho. Muitas vezes isso implica em começar um modelo, revisá-lo com a equipe, apagar alguns detalhes, remodelar, enfim. Além disso, há aqueles que ainda não conseguiram aceitar, e até mesmo enxergar,  as oportunidades que um trabalho desse nível pode proporcionar.

As mudanças são saudáveis desde que busquem atender o escopo que foi definido previamente. Isso faz parte da evolução!

Não encare as mudanças simplesmente como um retrabalho, pois elas não são! Tudo depende da forma como o trabalho é conduzido. Por exemplo,  se para chegar a uma determinada conclusão sobre um processo a equipe precisou desenhar, discutir, apagar, mudar tudo e discutir novamente, isso não caracteriza necessariamente um retrabalho. Pois houve uma evolução entre a primeira reunião e a segunda reunião, mesmo que seja somente no conhecimento da equipe! Porém, se você encontra-se  realmente redesenhando alguns trechos do seu processo porque algumas coisas “passaram batidas” nas primeiras reuniões,  é preciso aprender quais foram os erros cometidos e buscar mecanismos para evitá-los nos próximos encontros.

Então, já teve alguma experiência relacionada ao tema mudança? Como você encara isso na sua rotina?